Enauta é a segunda melhor empresa do setor no Prêmio Valor 1000

Fonte: Anuário Valor 1000

 

Por: Lívia Ferrari

 

 

Com a recuperação dos preços internacionais do óleo muito acima dos anos anteriores, o ano de 2018 foi positivo para o setor. Além disso, as eleições no Brasil não trouxeram impasses para a agenda regulatória nem para as rodadas de licitação previstas.

 

Com os leilões da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e com a venda de ativos da Petrobras, as empresas privadas, entre elas as petroleiras internacionais, assumem maior protagonismo no setor, com projetos que exigem grandes investimentos, como o pré-sal e os campos maduros da Bacia de Campos, destaca o professor do Grupo de Economia da Energia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Edmar de Almeida.

 

Ele prevê a atração de maiores investimentos este ano e em 2020, apesar da atual volatilidade de preços do óleo.

 

A Enauta, dona do segundo melhor desempenho no ranking setorial, prevê investir US$ 198 milhões, em 2019 e 2020. A empresa tem 15 concessões para exploração e produção de óleo e gás em oito bacias no Brasil. Lincoln Guardado, presidente da Enauta, observa que o campo de Atlanta, na Bacia de Santos, no qual detém 50% de participação, contribuiu para os resultados recordes de 2018, quando o lucro líquido da companhia foi de R$ 425,2 milhões, 19% maior que o ano anterior.

 

Em 2019, a empresa busca elevar a produção diária de Atlanta para até 27 mil barris de óleo/dia, acima da média de 12 mil barris/dia, em 2018. Com um ano de operação, o campo atingiu 5 milhões de barris. Já o campo de Manati (participação de 45%), um dos maiores produtores de gás não associado do país, supre mais de 20% das necessidades do Nordeste. Operando há mais de dez anos e mesmo já tendo iniciado seu declínio natural, Manati continua importante para o desempenho da Enauta.

 

Uma das maiores produtoras de petróleo e gás natural no país, a Repsol Sinopec integra o consórcio dos campos de Sapinhoá e Lapa, no pré-sal da Bacia de Santos, e, pioneira, está desde 1998 no campo de Albacora Leste, na Bacia de Campos.

 

Terceira colocada no ranking, a empresa sino-espanhola produziu no ano passado, em média, 80,6 mil barris de óleo equivalente por dia e conta com reservas provadas de 182 milhões de barris.”O ano de 2018 foi muito bom para nós, com sucesso em diferentes áreas, como na produção e reservas. Temos uma companhia sólida”, afirma o CEO da Repsol Sinopec, Mariano Ferrari.

 

Em 2018, a empresa venceu leilões da ANP e analisa a possibilidade de participar de novas licitações em 2019, quando deverão ser realizadas três rodadas. Segundo Ferrari, a Repsol Sinopec vai investir cerca de US$ 400 milhões, em 2019 e 2020, em exploração e produção no Brasil. Este valor não inclui possíveis novas participações. Nos últimos quatro anos, os investimentos em tecnologia superaram R$ 150 milhões.

 

O executivo admite que é grande a expectativa com a abertura do mercado brasileiro de gás. No seu entender, pode contribuir para acelerar o desenvolvimento de campos da empresa, que participa também de Pão de Açúcar, Seat e Gávea, na Bacia de Campos – área das mais promissoras para produção de gás no pré-sal, com volumes recuperáveis superiores a 1 bilhão de barris de óleo equivalente.