O Brasil no centro dos investimentos

Fonte: Subsea World Brazil Magazine

 

Portfólio das operadoras começa a tomar forma e gera oportunidades em âmbito nacional

 

Enquanto o mercado de águas profundas na Europa e na África permanece relativamente estagnado, na América do Norte e do Sul – impulsionados por Brasil, Guiana e México – já é possível notar os primeiros sinais de recuperação.

 

O aumento das atividades pode ser percebido, sobretudo, com o movimento das companhias de petróleo internacionais na área do pré-sal – umas bem ativas nas suas concessões, outras iniciando a fase de planejamento e contratação -, com as licitações da Petrobras para a contratação de novos FPSOs e a atuação das operações independentes em campos maduros.

 

Campos maduros ampliam as oportunidades

 

Com novo planejamento estratégico, a Enauta é uma das produtoras independentes focadas em renovação do portfólio e expansão dos negócios no Brasil.

 

Recentemente, retomou a produção em Atlanta, na Bacia de Santos, e prevê retornar, no segundo trimestre de 2021, a outros dois poços do Sistema de Produção Antecipada (SPA). Em 8 de abril, a companhia recebeu aprovação da ANP para assumir a totalidade desse ativo, onde participa de um processo de licitação da plataforma (FPSO) do Sistema Definitivo do Campo de Atlanta, à qual estarão conectados de seis a oito poços produtores, três deles já em operação no Sistema de Produção Antecipada (SPA).

 

A companhia estima Capex total de US$ 40 milhões, sendo US$ 19 milhões destinados ao Campo de Atlanta, incluindo investimentos em um quarto poço. Do total de US$ 18 milhões do investimento em exploração, US$ 15 milhões são destinados aos blocos da bacia de Sergipe-Alagoas, já que se espera para o segundo semestre de 2021 o início da perduração de poço exploratório nessa região. Em 2022, a Companhia estima Capex total de US$ 105 milhões. Desse total, US$ 96 milhões serão destinados aos investimentos iniciais dos sistemas submarinos e perfuração dos novos poços do Sistema Definitivo do Campo de Atlanta.

 

“Nosso objetivo é construir o portfólio com a maior variedade de oportunidades e com o maior potencial de geração de valor entre as empresas independentes de petróleo e gás natural operando no Brasil”, diz Décio Oddone, CEO da Enauta.